ESG e o combate ao desperdício no setor supermercadista
- Clilson Filippetti

- 1 day ago
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Desde 2020, estudo e escrevo sobre o tema ESG (Environmental, Social, and Governance) que vem se intensificando a cada dia, refletindo uma mudança estrutural na forma como o valor corporativo é percebido e mensurado. Em 2022, o Brasil vivenciou um "boom" de interesse pelo tema, momento em que publiquei meu artigo “ESG - Environmental, Social and Corporate Governance” explorando as origens históricas e a importância estratégica dessa sigla para a sobrevivência das organizações.
Contudo, o cenário atual exige uma análise que transcenda a superfície. Neste artigo, exploraremos o ESG muito além do combate ao desperdício, conectando-o à cultura organizacional, à governança de alto nível e às novas dinâmicas globais.
Esta reflexão é fruto de uma jornada de observação e estudo, que incluiu um período sabático nos Estados Unidos, durante o qual analisei empresas longevas e bem-sucedidas em diferentes segmentos. Entre elas, redes de supermercados como Roche Bros., Wegmans, Star Market (do grupo Albertsons) e Whole Foods Market (da Amazon), além de distribuidores de alimentos como Gordon Food Service e Baldor Specialty Foods. A análise também se estendeu a fabricantes de artigos esportivos, como Converse (da Nike), Patagonia, New Balance, Adidas, Puma e On Running, bem como varejistas como Dick’s Sporting Goods, Lululemon e UNIQLO. Também foram observadas marcas de luxo e serviços, como Montblanc, Tiffany & Co. e a rede de óticas Warby Parker.
O que essas organizações compartilham é a aplicação rigorosa de frameworks de ESG em sua cultura. No setor supermercadista, essa preocupação manifesta-se claramente no combate ao desperdício de alimentos — um desafio operacional, ético e econômico de magnitude crítica. No Brasil, o varejo alimentar opera em uma encruzilhada de pressões: a necessidade de garantir a segurança alimentar de uma população crescente e o imperativo de mitigar seu impacto ecológico.
A urgência da sustentabilidade e o custo da ineficiência
O desperdício de alimentos é um dos paradoxos mais cruéis da modernidade. Globalmente, cerca de um terço de toda a produção para consumo humano é perdida ou desperdiçada. No Brasil, estima-se que esse desperdício gere perdas anuais superiores a R$ 70 bilhões, com o varejo sendo um dos elos mais visíveis dessa ineficiência, especialmente nas categorias de perecíveis (frutas, legumes, verduras e proteínas).
Nesse contexto, o framework ESG deixou de ser um jargão para se tornar um pilar estratégico. A sustentabilidade, elevada à categoria de princípio fundamental pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) em sua 6ª edição do Código das Melhores Práticas (2023), é agora compreendida como um vetor de perenidade.
Para os supermercados, a agenda ESG afeta diretamente a lucratividade, o acesso a capital e a licença social para operar. A negligência a esses princípios acarreta riscos tangíveis; investidores utilizam "listas de exclusão" para penalizar empresas com práticas inadequadas, transformando a falta de governança em um passivo financeiro imediato.
O impacto das perdas no balanço financeiro no setor supermercadista
Para compreender a magnitude do problema, é necessário analisar como as perdas impactam a última linha do balanço. Em um setor onde a margem líquida média oscila entre 1% e 3%, uma redução de apenas 0,5% no índice de perdas pode representar um aumento significativo na lucratividade final. O desperdício não é apenas uma falha ética; é uma ineficiência operacional que consome recursos preciosos, desde o custo de aquisição do produto até os gastos com logística, energia e mão de obra.
Além disso, o custo do descarte é crescente. Regulamentações ambientais mais rigorosas e a pressão por aterros sanitários saturados elevam as taxas de gestão de resíduos. Portanto, o combate ao desperdício é, antes de tudo, uma estratégia de eficiência econômica. Empresas que dominam a gestão de estoques e implementam tecnologias de previsão de demanda baseadas em inteligência artificial conseguem não apenas reduzir o desperdício, mas também otimizar seu capital de giro.
A dimensão social do desperdício
Além do impacto financeiro, o desperdício de alimentos possui uma dimensão social profunda. Em um país onde a insegurança alimentar ainda atinge milhões de pessoas, o descarte de alimentos próprios para o consumo é moralmente indefensável. O pilar "S" do ESG exige que as empresas desenvolvam canais eficientes de doação.
Parcerias com bancos de alimentos e ONGs não são apenas atos de caridade, mas componentes essenciais de uma estratégia de responsabilidade social que fortalece a marca e gera valor para a comunidade.
A governança como alicerce: Os pilares do IBGC aplicados ao varejo
A implementação eficaz de uma agenda ESG depende de uma estrutura de governança madura. O IBGC consolidou cinco princípios que devem nortear as organizações: Integridade, Transparência, Equidade, Responsabilização (Accountability) e Sustentabilidade. A inclusão da Sustentabilidade como pilar autônomo sinaliza que ela não é mais um apêndice, mas parte integrante da estratégia de geração de valor.
Pilar do IBGC | Aplicação no Combate ao Desperdício no Supermercado | Detalhamento Técnico e Operacional |
Integridade | Estabelecer uma cultura ética que rejeita o desperdício. | Implementação de códigos de conduta que priorizam a doação segura sobre o descarte deliberado. |
Transparência | Divulgar dados claros sobre perdas e metas de redução. | Publicação de relatórios de sustentabilidade auditados por terceiros, seguindo padrões GRI (Global Reporting Initiative) ou SASB (Sustainability Accounting Standards Board) |
Equidade | Tratar de forma justa todos os stakeholders da cadeia. | Desenvolvimento de fornecedores locais e pequenos produtores, garantindo prazos de pagamento justos. |
Responsabilização | Assumir a responsabilidade pelas externalidades negativas. | Vinculação de bônus de executivos a metas de redução de desperdício e pegada de carbono. |
Sustentabilidade | Zelar pela viabilidade considerando múltiplos capitais. | Investimento em infraestrutura de frio eficiente e sistemas de economia circular (compostagem/biogás). |
Wanderlei Passarela, referência em governança, reforça que o ESG deve ser a busca por uma relação harmônica da empresa com seu entorno. No varejo, o papel do conselho é crucial para garantir que a sustentabilidade seja vista como investimento em eficiência e inovação. A governança atua como o "G" que sustenta o "E" e o "S", garantindo que as políticas não sejam apenas discursos de marketing, mas práticas enraizadas na operação diária.
A evolução do papel do conselheiro
O conselheiro moderno não pode mais se limitar à análise de demonstrativos financeiros. Ele deve ser um guardião da estratégia de longo prazo, o que inclui a gestão de riscos não financeiros. No varejo alimentar, isso significa entender profundamente a cadeia de suprimentos, os riscos climáticos que afetam a produção agrícola e as mudanças no comportamento do consumidor, que cada vez mais exige transparência e ética. A governança corporativa, portanto, evolui de um modelo de conformidade para um modelo de criação de valor sustentável.
ESG na prática: Estratégias e diferenciais competitivos
A teoria da governança ganha vida na execução. Redes internacionais e nacionais têm utilizado o ESG para criar valor e diferenciação.
O desafio da perenidade no varejo alimentar
Empresas centenárias demonstram que a longevidade está ligada à adaptação às demandas sociais:
Walmart: Com o "Projeto Gigaton", visa eliminar um bilhão de toneladas de emissões até 2030. No combate ao desperdício, utiliza rastreabilidade via blockchain para monitorar a vida útil dos produtos em tempo real, permitindo ajustes dinâmicos de preço antes que o produto perca a validade.
Kroger: Através do plano "Zero Hunger | Zero Waste" (Fome Zero | Desperdício Zero), utiliza tecnologia de infravermelho para identificar alimentos próximos ao vencimento, direcionando-os para venda com desconto ou doação. A empresa também investe em fundos de inovação para apoiar startups que combatem o desperdício.
Whole Foods Market (Amazon): Mantém rigorosos padrões de qualidade e rastreabilidade, utilizando algoritmos de aprendizado de máquina da Amazon para prever a demanda com precisão cirúrgica, reduzindo o excesso de estoque e garantindo que o frescor seja o principal diferencial competitivo.
O cenário brasileiro: Inovação e impacto
No Brasil, o combate ao desperdício tem sido um campo fértil para a inovação, com resultados expressivos em 2024 e 2025:
Empresa | Iniciativa ESG Chave | Resultados Observados (2024-2025) |
GPA (Pão de Açúcar) | Parceria com a foodtech Food To Save. | Crescimento de 271% na parceria em 2025; milhares de toneladas de alimentos salvos via "sacolas surpresa". |
Carrefour Brasil | Lojas-piloto "Desperdício Zero" em SP e CE. | 100% de resíduos orgânicos compostados; redução drástica no envio para aterros e apoio ao Pacto Contra a Fome. |
Assaí Atacadista | Foco em descarbonização e eficiência operacional. | Redução de custos de energia via I-RECs (International Renewable Energy Certificate) e otimização logística de grandes volumes, reduzindo perdas no transporte. |
Além das grandes redes, supermercados regionais demonstram a aplicabilidade do ESG em diferentes escalas:
Zona Sul (RJ): Foco em eficiência energética e parcerias com bancos de alimentos locais, fortalecendo o vínculo com a comunidade carioca e reduzindo custos operacionais.
Oba Hortifruti (SP): Forte atuação com fornecedores locais e orgânicos, reduzindo a pegada de carbono logística e garantindo frescor superior, o que diminui naturalmente as perdas no PDV.
Hirota Food (SP): Projetos de gestão de resíduos e programas de treinamento para colaboradores, focando na cultura do "não desperdício" e na valorização do capital humano.
St. Marche (SP/RJ): Seleção rigorosa de fornecedores artesanais e educação nutricional, elevando o padrão de consumo consciente e fidelizando clientes de alto valor.
Super Nosso (MG): Governança regional focada em qualidade e apoio ao produtor local, integrando a cadeia produtiva mineira e garantindo a perenidade do negócio regional.
Muffato (PR): Investimentos em logística sustentável e tratamento de resíduos, utilizando tecnologia para monitorar frotas e reduzir emissões, além de programas sociais robustos.
Angeloni (SC): Políticas de compras responsáveis e gestão de recursos naturais, sendo referência em sustentabilidade no Sul do país e atraindo talentos engajados.
Zaffari (RS): Governança estruturada com forte atuação filantrópica e eficiência energética, mantendo a tradição de qualidade com responsabilidade social e ambiental.
Da governança corporativa à resiliência geopolítica do novo ESG 2.0
A guerra na Ucrânia, que forçou a Europa a reconsiderar sua dependência do gás russo e a reativar usinas a carvão, e as tensões entre EUA e China e mais recentemente os conflitos no Oriente Médio, são exemplos de como a geopolítica pode se sobrepor às metas ambientais de curto prazo.
Enquanto o ESG tradicional se consolidava, um novo paradigma emergiu para refletir a realpolitik global. Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos BRICS, cunhou o termo "ESG 2.0", cujos pilares são economia, segurança e geopolítica. Esta tese não propõe o abandono do modelo tradicional, mas uma recontextualização pragmática necessária para um mundo em constante ebulição.
O ESG 1.0 (Ambiental, Social e Governança) foca no "como" a empresa opera. O ESG 2.0 foca no "onde" e em que condições ela pode operar em um mundo fragmentado por tensões geopolíticas e rupturas nas cadeias de suprimentos.
Os pilares do ESG 2.0 e sua relevância para o varejo
Economia (E): Enfatiza a viabilidade financeira. Em crises, a manutenção de empregos e a estabilidade operacional podem preceder investimentos verdes de longo retorno. A sustentabilidade econômica é a base para qualquer outra ação; “sem lucro”, não há investimento em impacto social ou ambiental. No varejo, isso se traduz em uma gestão de custos implacável e na busca por eficiência operacional máxima.
Security (S): Refere-se à resiliência das cadeias de suprimentos (supply chain). A pandemia e conflitos globais expuseram a vulnerabilidade de depender de fornecedores únicos ou distantes. Inclui cibersegurança e, crucialmente para o varejo, a “segurança alimentar”. Garantir que as prateleiras estejam cheias com produtos seguros e de qualidade é o pilar de segurança do supermercado moderno.
Geopolítica (G): Analisa riscos decorrentes de relações de poder entre nações. Sanções, guerras comerciais e formação de blocos impactam diretamente os custos de importação como vinhos, azeites, bacalhau etc e a disponibilidade de insumos básicos como fertilizantes, que afetam o preço final dos alimentos.
Impactos no varejo alimentar nacional: Oportunidades e riscos
A aplicação do ESG 2.0 exige que os executivos recalibrem suas estratégias. O combate ao desperdício, por exemplo, passa a ser justificado não apenas pelo benefício ambiental, mas como uma estratégia de segurança alimentar e eficiência econômica.
Nesse cenário, conceitos como “Near-shoring” (produção próxima ao consumo) e “Friendly-shoring” (comércio com nações aliadas) frequentemente citados nas palestras por Paulo Guedes tornam-se vitais. Segundo o ex-ministro, o mundo busca segurança após a ruptura de cadeias produtivas, e o Brasil se enquadra nessa nova rota por ser um local "perto e confiável" (near and friendly), especialmente para investimentos em sustentabilidade, o que ele também chamou de greenshoring.
Com sua matriz energética majoritariamente limpa, o Brasil beneficia-se do chamado greenshoring. Segundo Paulo Guedes, cerca de 85% da matriz energética do país é composta por fontes limpas, o que posiciona o Brasil como um parceiro confiável e sustentável para o mundo.
Para o supermercado brasileiro, isso significa priorizar o fornecedor nacional e regional, reduzindo a exposição a choques externos e fortalecendo a economia local.
Desafios práticos e a recalibração da governança
A transição para o ESG 2.0 impõe desafios distintos ao varejo brasileiro, exigindo uma nova mentalidade dos gestores e conselheiros:
1 Gestão de margens: O desafio é manter a viabilidade financeira em um cenário de alta volatilidade de preços (juros altos). O combate ao desperdício é a ferramenta mais direta para proteger margens estreitas, transformando perda em lucro potencial e garantindo preços competitivos para o consumidor.
2 Vulnerabilidade logística: Migrar da lógica de “Just-in-Time” (eficiência máxima) para “Just-in-Case” (segurança máxima). Isso exige maior diversificação de fornecedores e estoques estratégicos, elevando custos que precisam ser geridos com inteligência, tecnologia e parcerias colaborativas.
3 Cibersegurança e dados: Com a digitalização acelerada do varejo, com e-commerce, apps de fidelidade e pagamentos digitais etc., ataques cibernéticos motivados por tensões geopolíticas são ameaças reais à continuidade do negócio e à privacidade dos clientes. A segurança da informação torna-se um pilar crítico da governança.
4 Capacitação do conselho: Há uma carência de conselheiros com formação em análise de risco macroeconômico e geopolítico voltada ao varejo. O conselho moderno precisa entender tanto de pegada de carbono quanto de taxas alfandegárias, riscos de conflitos internacionais e tendências de comércio global.
O papel estratégico do conselho
A jornada do ESG converge para o conselho de administração ou consultivo. É nesta arena que a visão estratégica é definida e a supervisão exercida. O conselho tem a responsabilidade fiduciária de transformar desafios em vantagens competitivas através de três frentes fundamentais:
Definição de políticas e metas estratégicas claras - O conselho deve ir além de declarações de propósito e estabelecer políticas ESG robustas, com metas quantitativas e prazos definidos. No combate ao desperdício, isso significa aprovar KPIs como a taxa de recirculação de resíduos, o percentual de alimentos doados sobre o total de excedentes e as metas de redução de perdas por categoria de produto.
Accountability e monitoramento rigoroso - A governança eficaz exige um acompanhamento constante. Comitês de sustentabilidade ou de estratégia, assessorando o conselho, são estruturas essenciais para monitorar o progresso. A remuneração dos executivos deve estar, em parte, atrelada a esses indicadores, criando um alinhamento claro entre a performance de sustentabilidade e os incentivos financeiros.
Visão de longo prazo e alocação de capital - Em um setor pressionado por resultados trimestrais, cabe ao conselho garantir que “as decisões de curto prazo não comprometam a perenidade do negócio”. Isso implica aprovar investimentos em tecnologia, inovação e infraestrutura que, embora possam não ter um retorno imediato, são cruciais para a resiliência da empresa frente às mudanças climáticas e geopolíticas.
A tecnologia como catalisadora do ESG no varejo
Não se pode falar em combate ao desperdício sem mencionar a revolução tecnológica. O uso de Inteligência Artificial (IA) e Big Data permite uma precisão sem precedentes na gestão de estoques.
Algoritmos preditivos analisam o comportamento do consumidor, condições climáticas e eventos sazonais para ajustar as compras de perecíveis, minimizando o excesso que fatalmente se tornaria desperdício.
Além disso, a rastreabilidade via blockchain garante a transparência exigida pelo pilar "G" da governança. “O consumidor moderno quer saber de onde vem o alimento, como foi produzido e se houve ética em toda a cadeia”. Supermercados que oferecem essa transparência conquistam a lealdade de um público cada vez mais consciente e disposto a pagar um prêmio por produtos sustentáveis.
A tecnologia na cadeia de frio
Outra tecnologia vital é a IoT (Internet of Things) aplicada à cadeia de frio. Sensores inteligentes monitoram a temperatura e a umidade de refrigeradores e caminhões em tempo real. Qualquer desvio é reportado instantaneamente, permitindo ações corretivas antes que a carga seja perdida. Isso reduz drasticamente o desperdício de proteínas e laticínios, categorias de alto valor agregado e grande impacto ambiental.
ESG e o futuro do varejo alimentar
O futuro do varejo alimentar será definido pela capacidade de integração. O ESG não pode ser um departamento isolado. Ele deve permear todas as áreas, do RH ao Comercial, da Logística ao Marketing. A sustentabilidade deve ser o filtro através do qual todas as decisões de negócio são passadas.
A transição para uma economia circular, onde o resíduo de uma loja se torna o insumo de outra indústria (como a produção de biogás ou fertilizantes orgânicos), é o próximo passo lógico. “Supermercados deixarão de ser apenas pontos de venda para se tornarem hubs de sustentabilidade urbana, conectando produtores, consumidores e soluções ambientais”.
O consumidor como parceiro na jornada
Finalmente, o sucesso da agenda ESG depende do engajamento do consumidor. Supermercados têm o papel de educar seus clientes sobre o consumo consciente, a importância de comprar produtos "imperfeitos" e o impacto de suas escolhas. Ao transformar o cliente em um parceiro na luta contra o desperdício, o varejo fortalece sua licença social para operar e constrói uma marca verdadeiramente resiliente.
A cultura organizacional e o engajamento dos colaboradores
Nenhuma estratégia ESG sobrevive sem o engajamento genuíno dos colaboradores na ponta. O repositor, o açougueiro e o operador de caixa são os verdadeiros agentes do combate ao desperdício. Programas de treinamento que explicam o "porquê" das metas de sustentabilidade, aliados a incentivos por redução de perdas, criam uma cultura de dono que é o diferencial das empresas longevas. O ESG, portanto, começa de dentro para fora.
Por fim, o combate ao desperdício no setor supermercadista brasileiro é um microcosmo dos desafios globais do século XXI. Impulsionada por uma governança sólida fundamentada nos princípios do IBGC, a luta contra as perdas transcende a responsabilidade ambiental, tornando-se um pilar de eficiência operacional, justiça social e fortalecimento da marca.
A introdução do paradigma de economia, segurança e geopolítica de Marcos Troyjo adiciona uma camada de realismo estratégico necessária, forçando o setor a pensar em resiliência de forma ampla, protegendo suas cadeias de suprimentos e se antecipando a choques globais. No final, a capacidade de uma empresa de varejo alimentar de prosperar de forma perene dependerá da habilidade de sua liderança em navegar essa complexa intersecção entre o idealismo ético e o pragmatismo econômico. Ao reduzir o desperdício em suas gôndolas, a empresa não está apenas salvando alimentos; ela está construindo um negócio mais robusto, seguro e preparado para o futuro.
Fique bem e até o próximo artigo, no qual abordarei o tema: Proteção de Margem e Eficiência Operacional.
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