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Preço é o que você paga. Valor é o que você leva!

  • Writer: Clilson Filippetti
    Clilson Filippetti
  • Apr 13, 2023
  • 4 min read

Outro dia, assisti na Netflix, ao stand-up Indignação Seletiva, com Chris Rock. Sim, ele mesmo! O premiado cineasta, roteirista, comediante e ator americano que levou o famoso tapa no rosto dado por Will Smith, no Oscar 2022. Aliás, o assunto ganhou tanta repercussão que, mesmo depois de um ano, ainda é super comentado. Bom, pelo menos foi o que pude constatar nas críticas que li sobre esse show, realizado por Chris agora em março, em que se falava muito mais sobre o ocorrido do que sobre os temas abordados pelo ator durante sua apresentação. De qualquer forma, não dá para deixar de lado as pautas que ele trouxe. Entre elas, o racismo, desigualdade social, diversidade, inclusão social, ESG, exposição excessiva nas mídias sociais, cultura do cancelamento, drogas, política, vitimísmo (geração mimada), aborto, identidade de gênero, empoderamento feminino, mudança de valores e até como vencer as dificuldades. É claro que a ideia aqui não é comentar sobre Indignação Seletiva, mas sugiro que você assista e tire suas próprias conclusões. Porém, pegarei dois ganchos importantes do stand-up para falar sobre construção e fidelização de marcas líderes: o ESG (Environmental, Social and Governance), que nada mais é do que a preocupação com o Meio Ambiente, o Social e a Governança; além da Inclusão, Diversidade e Equidade.


Então, já começo logo com uma provocação: por que uma simples calça da Lululemon custa US$100?


Quando Chris Rock comenta e compara os preços da peça da marca de roupas para yoga com outras similares, considerando o produto caro, logo me veio esse questionamento. Apaixonado pelo varejo que sou, fui pesquisar sobre a Lululemon e percebi: marcas líderes criam “valor” e são percebidas por isso – e não pelo “preço”. É assim que também se tornam longevas, justamente porque são construídas de dentro para fora, solidificando sua reputação no dia a dia, com valores bem definidos e com o propósito de impactar positivamente a comunidade, respondendo para si mesma: Por que alguém faria negócios comigo?


No caso específico da Lululemon, a marca foi fundada em 1998 ao abrir um estúdio de yoga na cidade de Kitsilano, em Vancouver - Canadá. A intenção era construir uma rede sofisticada voltada à atividade, com opção de vestuário e acessórios estilosos. Ao mesmo tempo, se comunicar com esta comunidade ao redor do mundo, criando componentes para a promoção de vidas mais longas, saudáveis e divertidas. O sucesso foi tão grande que em 2007, a Lululemon já estava com suas ações na NASDAQ, uma das mais importantes bolsas de valores americana. E para estar lá, cumpriu todas as exigências de Governança, inclusive a da transparência, com todo o demonstrativo de sua estratégia de expansão global que pode ser conferido no site: https://corporate.lululemon.com/about-us.


Hoje, o resultado se reflete em mais de 600 lojas espalhadas por mais de 17 países no conceito Flagship, proporcionando aos clientes, uma agradável experiência na jornada de compras No Friction e ainda com uma excelente ambientação de loja que traz espaços exclusivos para aulas de yoga e meditação em suas principais unidades.


Tratando-se de Meio Ambiente, o destaque da marca foi o lançamento do conceito “Troque, seja recompensado”, incentivando o consumo consciente de seus produtos disponibilizando produtos genuínos de segunda mão ( second hand ) como forma de com descontos ou créditos para serem utilizados nas compras on-line e off-line. Há ainda muitas ações relacionadas ao clima, como o investimento em tecnologias para o desenvolvimento de tecidos e matérias-primas para suas coleções, com baixa emissão de carbono, e a parceria com Hennes & Mauritz -também conhecida como H&M, apoia o Apparel Impact Institute, um fundo de clima para o mercado da moda no valor de US$ 250 milhões, que prevê reduzir pela metade, o carbono dessa indústria até 2030.


No Social, a Lululemon se preocupa com o bem-estar de seus funcionários e fornecedores - seu DNA, como já vimos. Em 2021, publicou seu primeiro Relatório de Impacto, listando os quesitos que mais impedem o acesso a essa condição. Além disso, incentiva projetos que promovem saúde, yoga, meditação e educação para trabalhadores de suas fábricas e comunidades locais - Go Local.


Inclusão, Diversidade e Equidade:


Para promover o Brand Connection – entender e atender as necessidades das novas gerações Z (nascidos entre 1995 e 2010) que já representam ¼ da população e Alpha (a partir de 2010), que são os nativos digitais, a Lululemon trabalha muito forte seu ecossistema do Omnichannel, integrando toda sua operação, desde o site até o controle dos seus estoques, disponibilizando seus produtos onde e quando o consumidor deseja. A praticidade pode ser vivênciada no Pickup at Store, onde a compra é realizada on-line e a retirada na loja física em até 2h; e ao realizar trocas e devoluções sem qualquer custo nas unidades ou nos correios.


Outro ponto interessante é que a marca atingiu, em 2018, 100% de equidade salarial global entre homens e mulheres e, em 2019, lançou o programa de paternidade inclusiva com licença remunerada de até 6 meses. Já em 2020, lançou o programa IDEA (Inclusão, Diversidade, Equidade e Ação), com o objetivo de acelerar mudanças significativas e duradouras para o bem-estar da sua comunidade.


Voltando então ao Chris Rock, acho que ele talvez não tenha se lembrado da famosa frase de Warren Buffett, filantropo e investidor americano:“Preço é o que você paga. Valor é o que você leva.” Marcas líderes, como a Lululemon, se diferenciam das demais pela qualidade dos seus produtos e serviços, pela multicanalidade, reputação, pelo relacionamento com sua equipe e fornecedores de forma ética, pela transparência em toda a sua operação, como também pela contribuição que dão ao planeta e à sociedade em que estão inseridas. Então, volto a provocar:


Será que a calça da Lululemon é realmente cara?


Pense nisso,


Forte abraço!!

 
 
 

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